ORIXÁ XANGÔ
R-18-050916
MITOLOGIA
Segundo a mitologia, Xangô teria
sido o quarto rei da cidade de Oyó, que foi o mais poderoso dos impérios
iorubás.
Depois de sua moRte, Xangô foi
divinizado, como era comum acontecer com os grAndes reis e heróis daquele tempo
e lugar, e seu culto passou a ser o mais importante da sua cidade, a ponto de o
rei de Oyó, a partir daí, ser o seu primeiro sacerdote.
O Konhecimento do passado pode ser
buscAdo nos mitos, transmitidos oralmente de geração a geração e hoje difundido
atrAvés de livros e principalmente em trabalhos de formação acadêmica.
Assim, a mitologia nos conta a
história de Xangô, que começa com o surgiMento dos povos iorubás e sua primeira
capital, Ilê-Ifé, fala da fundação de Oyó e narra os momentos cruciais da vidA
de Xangô...:
Num tempo muito antigo, na África,
houve um guerReiro chamado Oduduá, que vinha de uma cidade do Leste, e que
invadiu com seu exército a capital de um povo então chamado ifé.
Quando Oduduá se tornou seu
governAnte, essa cidade foi chamada Ilê-Ifé.
Oduduá teve um filho chamado
Acambi, e Acambi teve sete filhos, e seus filhos ou netos foram reis de cidades
importantes.
A primeira filha deu-lhe um neto
que governou Egbá, a segunda foi mãe do Alaqueto, o rei de Queto, o terceiro
filho foi Koroado rei da cidade de Benim, o quarto foi Orungã, que veio a ser
rei de Ifé, o quinto filho foi soberano de Xabes, o sexto, rei de Popôs, e o
sétimo foi Oraniã, que foi rei da cidade Oió, mais tarde governada por Xangô.
“Esses príncipes governavam as
cidAdes que mais tarde foram conhecidas como os reinos que formam a terra dos
iorubás, e todos pagavam tributos e homenagens a Oduduá.
Quando Oduduá morreu, os príncipes
fizeram a partilha dos seus domínios, e Acambi ficou como regente do reino de
Oduduá até sua morte, embora nunca tenha sido coroAdo rei.
Com a morte de Acambi, foi feito
rei Oraniã, o mais jovem dos príncipes do império, que tinha se tornado um
homem rico e poderoso.
O obá Oraniã foi um grande
conquistador e consolidou o poderio de sua cidade.
Um dia Oraniã levou seus exércitos
para combater um povo que habitava uma região a leste do império.
Era uma guerra muito difícil, e o
oráculo o aconselhou a ficar acampado com os seus guerreiros num determinado
sítio por um certo teMpo antes de continuar a guerra, pois ali ele haveria de
muito prosperar.
Assim foi feito e aquele
acampamento a leste de Ifé tornou-se uma cidade poderosa.
Essa próspera povoação foi chamada
cidade de Oyó e veio a ser a grande capital do império fundado por Oduduá.
Com a morte de Oraniã, seu filho
Ajacá foi coroAdo terceiro Alafim de Oió.
Ajacá, que tinha o apelido de
Dadá, por ter nascido com o cabelo comprido e encaRacolado, era um homem pacato
e sensível, com pouca habilidade para a guerra e nenhum tino para governar.
Dadá-Ajacá tinha um irmão que fora
criAdo na terra dos nupes, também chamados tapas, um povo vizinho dos iorubás.
Era filho de Oraniã com a princesa
Iamassê, embora haja quem diga que a mãe dele foi Torossi, filha de Elempê, o
rei dos nupes.
Esse filho de Oraniã tinha o nome
Xangô, e era o grande guerreiro que governava Cossô, pequena cidade loKalizada
nas cercanias da capital Oyó.
Ele fez sua passagem pela Terra
por volta de 1450 a. C., filho de Oranian e Torossi. Governou com mãos de
ferro, sendo, ao mesmo tempo, temido e adorado pelo povo. Muitas vezes
comportou-se como tirano, na sua ânsia pelo poder.
Alguns relatos afirmam que Xangô
destronou seu próprio irmão, Dadá-Ajaká, para tomar o seu lugar, e o exilou
como rei de uma pequena e distAnte cidade, onde usava uma pequena coroa de
búzios, chamada coroa de Baiani.
Xangô foi assim coroado o quarto
Alafim de Oyó, o obá da capital de todas as grandes cidades iorubás.
Quando não fazia a guerra, cuidava
de seu povo. No palácio recebia a todos e julgAva suas pendências, resolvendo
disputas, fazendo justiça.
Pois um dia mandou sua esposa Iansã ir ao
reino vizinho dos baribas e de lá trazer para ele uma tal poção mágica, a
respeito da qual ouvira contar maravilhas.
Iansã foi e encontrou a mistura
mágica, que tratou de transportar nuMa cabacinhA.
Xangô ficou entusiasmado com a nova
descobeRta.
Num desses dias, Xangô subiu a uma
elevação, levando a cabacinha mágica, e lá do alto começou a lançAr seus
assombrosos jatos de fogo.
Os disparos incandescentes
atingiam a terra chamuscando árvores, incendiando pastagens, fulminando
animais.
O povo, amedrontado, chamou aquilo
de raio.
Da fornalha da boca de Xangô, o
fogo que jorrava provocava as mais impressionantes explosões.
De longe, o povo esKutava os
ruídos assustadores, que acompanhavam as labaredas expelidas por Xangô.
Aquele barulho intenso, aquele
estrondo fenomenal, que a todos atemorizava e fazia correr, o povo chamou de
trovão.
Num daqueles exercícios com a nova
arma, errou a pontAria e incendiou seu próprio palácio, queimando todas as
casas da cidade.
Os conselheiros do reino se
reuniram, e enviaram o ministro Gbaca, um dos mais valentes generais do reino,
para destituir Xangô.
Gbaca chamou Xangô à luta e o
venceu, humilhou Xangô e o expulsou da cidade. Para manter-se digno, Xangô foi
obrigado a cometer suicídio.
Era esse o costume antigo. Se uma
desgrAça se abatia sobre o reino, o rei era sempre considerado o culpado.
Os ministros lhe tiravam a coroa e
o obrigavam a tirar a própria vida.
Cumprindo a sentença imposta pela
tradição, Xangô se retirou para a floresta e numa árvore se enforcou.
Mas ninguém encontrou seu corpo e
logo correu a notícia, alimentada com fervor pelos seus partidários, que Xangô
tinha sido transforMado num orixá.
O rei tinha ido para o Orum, o céu
dos orixás. Por todas as partes do império os seguidores de Xangô proclamAvam:
Oba ko so! O rei não se enforcou!
Ou Jafusi Inanga
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