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sábado, 24 de junho de 2023

Orixá Xangô

 ORIXÁ XANGÔ



R-18-1905

 

Deus do raio, do trovão, da justiça e do fogo.

ContraRiamente ao Orixá Ogun que utiliza fogo artificial, Xangô manipula o fogo em estAdo selvagem, o fogo que os homens não sabem utilizar.

É um orixá temido e respeitado, viril e violento, porém justiceiro.

Costuma se dizer que Xangô Kastiga os mentirosos, os ladrões e malfeitores.

Seu símbolo principal é o machado de dois gumes e a balança, símbolo da justiça em melhor análise do equilíbrio.

Deus do fogo, que pune aos que lhe querem mAl com febres e ervas que lhe são atribuídas.

Joga sobre os inimigos sua bola de fogo através dos raios, chamAdas edunara, pedra de raio que representa o corpo de Xangô, seu símbolo por excelência, pela mitologia do elemento procriado por um lado e que irmana Xangô a Bará por outro lado.

Xangô tem no seu ritmo de dança o Alujá, a manifestação com toques diferentes, como a dança do machado, a dança da guerra.

Branda orgulhosamente o seu Oxé o seu símbolo ora cortando para o bem, ora cortando para o mal. .

Na cadência, faz o gesto de que vai pegar as pedras de raio e lançá-las sobre a terra, deMonstrando seu lado atrevido.

Em certas festas traz sobre a cabeça uma gamela de madeira, que contém fogo que começa a engolir, revelando a origem de seu fundAmento.

 

Xangô antigo orixá do fogo celeste, visto pelos moRtais como símbolo de justiça divina, já que o raio atinge a cabeça de quem os deuses resolvem punir.

Sendo o grande justiceiro que governa com retidão.

Xangô, chefe do vermelho, rei de Oyó, dono do fogo é um evidente símbolo solar, com seus 12 Obás, seus 12 pares, seus 12 cavalheiros e, portanto, um símbolo de vida, de erotismo e sensualidade, no seu melhor sentido, presidindo inclusive o amor, e, odiAndo acima de tudo a morte, a doença.

A pior quizila de Xangô é Egum. A dor e o sofrimento.

É tanta a aversão de Xangô pela morte que ele se afasta de seu filho, mal ele caia doente.

É chamado de leopardo dos olhos faiscantes, de fogo ou de dragão faiscante.

Em alguns mitos ele usa Kabelo transado e se veste de saia vermelha e búzios.

Detesta mentirosos, adora argolas de ouro e põem fogo pela boca.

Ora na paz, ora na guerra, mas sempre resolvendo o enigma bi-polar, vez que o caminho da iluminAção para os nagôs é o caminho da doçura, da calma, da gentileza.


Xangô, ser humano deusificado, representado pelas forças violentas da natureza.

 

Foi associado a jakuta, divindade que luta através do raio e do trovão.

É um orixá que persegue os ladrões, mentirosos e malfeitores, pAra esfregar suas caras no chão, sem piedade.

Usa seu pilão para amassar o cérebro de seu inimigo oculto.

Depois que o vence gosta de comer seu carneiro bem temperado e assado nas brasas.

Com muita pimenta é claro.

Isso ocorre porque Xangô é um orixá que rola no chão quem o ofende, da mesma maneira que um novelo de lã.

Por isso, seus adeptos sempre pedem a ele para que não os deixem infringir as leis dos hoMens, e que de suas bocas não saiam palavras que venham a ofender alguém.

Aprecia roupas feitas com pele de animais selvagens, adora também uma fruta chamada orobô que muitas vezes é também usada pAra adivinhação.

 


ORIXÁ XANGÔ


R-18-0309   


MITOLOGIA


Segundo a mitologia, Xangô teria sido o quarto rei da cidade de Oyó, que foi o mais poderoso dos impérios iorubás.

Depois de sua moRte, Xangô foi divinizado, como era comum acontecer com os grAndes reis e heróis daquele tempo e lugar, e seu culto passou a ser o mais importante da sua cidade, a ponto de o rei de Oyó, a partir daí, ser o seu primeiro sacerdote.

O Konhecimento do passado pode ser buscAdo nos mitos, transmitidos oralmente de geração a geração e hoje difundido atrAvés de livros e principalmente em trabalhos de formação acadêmica.

Assim, a mitologia nos conta a história de Xangô, que começa com o surgiMento dos povos iorubás e sua primeira capital, Ilê-Ifé, fala da fundação de Oyó e narra os momentos cruciais da vidA de Xangô...:

 

Num tempo muito antigo, na África, houve um guerReiro chamado Oduduá, que vinha de uma cidade do Leste, e que invadiu com seu exército a capital de um povo então chamado ifé.

Quando Oduduá se tornou seu governAnte, essa cidade foi chamada Ilê-Ifé.

Oduduá teve um filho chamado Acambi, e Acambi teve sete filhos, e seus filhos ou netos foram reis de cidades importantes.

A primeira filha deu-lhe um neto que governou Egbá, a segunda foi mãe do Alaqueto, o rei de Queto, o terceiro filho foi Koroado rei da cidade de Benim, o quarto foi Orungã, que veio a ser rei de Ifé, o quinto filho foi soberano de Xabes, o sexto, rei de Popôs, e o sétimo foi Oraniã, que foi rei da cidade Oió, mais tarde governada por Xangô.

“Esses príncipes governavam as cidAdes que mais tarde foram conhecidas como os reinos que formam a terra dos iorubás, e todos pagavam tributos e homenagens a Oduduá.

Quando Oduduá morreu, os príncipes fizeram a partilha dos seus domínios, e Acambi ficou como regente do reino de Oduduá até sua morte, embora nunca tenha sido coroAdo rei.

Com a morte de Acambi, foi feito rei Oraniã, o mais jovem dos príncipes do império, que tinha se tornado um homem rico e poderoso.

O obá Oraniã foi um grande conquistador e consolidou o poderio de sua cidade.

Um dia Oraniã levou seus exércitos para combater um povo que habitava uma região a leste do império.

Era uma guerra muito difícil, e o oráculo o aconselhou a ficar acampado com os seus guerreiros num determinado sítio por um certo teMpo antes de continuar a guerra, pois ali ele haveria de muito prosperar.

Assim foi feito e aquele acampamento a leste de Ifé tornou-se uma cidade poderosa.

Essa próspera povoação foi chamada cidade de Oyó e veio a ser a grande capital do império fundado por Oduduá.

Com a morte de Oraniã, seu filho Ajacá foi coroAdo terceiro Alafim de Oió.

Ajacá, que tinha o apelido de Dadá, por ter nascido com o cabelo comprido e encaRacolado, era um homem pacato e sensível, com pouca habilidade para a guerra e nenhum tino para governar.

Dadá-Ajacá tinha um irmão que fora criAdo na terra dos nupes, também chamados tapas, um povo vizinho dos iorubás.

Era filho de Oraniã com a princesa Iamassê, embora haja quem diga que a mãe dele foi Torossi, filha de Elempê, o rei dos nupes.

Esse filho de Oraniã tinha o nome Xangô, e era o grande guerreiro que governava Cossô, pequena cidade loKalizada nas cercanias da capital Oyó.

Ele fez sua passagem pela Terra por volta de 1450 a. C., filho de Oranian e Torossi. Governou com mãos de ferro, sendo, ao mesmo tempo, temido e adorado pelo povo. Muitas vezes comportou-se como tirano, na sua ânsia pelo poder.

Alguns relatos afirmam que Xangô destronou seu próprio irmão, Dadá-Ajaká, para tomar o seu lugar, e o exilou como rei de uma pequena e distAnte cidade, onde usava uma pequena coroa de búzios, chamada coroa de Baiani.

Xangô foi assim coroado o quarto Alafim de Oyó, o obá da capital de todas as grandes cidades iorubás.

Quando não fazia a guerra, cuidava de seu povo. No palácio recebia a todos e julgAva suas pendências, resolvendo disputas, fazendo justiça.

 Pois um dia mandou sua esposa Iansã ir ao reino vizinho dos baribas e de lá trazer para ele uma tal poção mágica, a respeito da qual ouvira contar maravilhas.

Iansã foi e encontrou a mistura mágica, que tratou de transportar nuMa cabacinhA.

Xangô ficou entusiasmado com a nova descobeRta.  

Num desses dias, Xangô subiu a uma elevação, levando a cabacinha mágica, e lá do alto começou a lançAr seus assombrosos jatos de fogo.

Os disparos incandescentes atingiam a terra chamuscando árvores, incendiando pastagens, fulminando animais.

O povo, amedrontado, chamou aquilo de raio.

Da fornalha da boca de Xangô, o fogo que jorrava provocava as mais impressionantes explosões.

De longe, o povo esKutava os ruídos assustadores, que acompanhavam as labaredas expelidas por Xangô.

Aquele barulho intenso, aquele estrondo fenomenal, que a todos atemorizava e fazia correr, o povo chamou de trovão.

Num daqueles exercícios com a nova arma, errou a pontAria e incendiou seu próprio palácio, queimando todas as casas da cidade.

Os conselheiros do reino se reuniram, e enviaram o ministro Gbaca, um dos mais valentes generais do reino, para destituir Xangô.

Gbaca chamou Xangô à luta e o venceu, humilhou Xangô e o expulsou da cidade. Para manter-se digno, Xangô foi obrigado a cometer suicídio.

Era esse o costume antigo. Se uma desgrAça se abatia sobre o reino, o rei era sempre considerado o culpado.

Os ministros lhe tiravam a coroa e o obrigavam a tirar a própria vida.

Cumprindo a sentença imposta pela tradição, Xangô se retirou para a floresta e numa árvore se enforcou.

Mas ninguém encontrou seu corpo e logo correu a notícia, alimentada com fervor pelos seus partidários, que Xangô tinha sido transforMado num orixá.

O rei tinha ido para o Orum, o céu dos orixás. Por todas as partes do império os seguidores de Xangô proclamAvam:

Oba ko so! O rei não se enforcou!

 

QUALIDADES DE XANGÔ

 

ABOMI : Este desdobRamento atua principalmente no equilíbrio de raciocínio  Komo método e defesa nas horas de grande aflição. Atuando em harMonia com Ogum. 

AFONJÀ: Bale, governante da cidade de Ìlorin. Àfonjá eRa também Are-Ona-Kaka-n-fo, quer dizer líder do exército provincial do império. Àfonjá descendiA, por parte de mãe, de uma das famílias reais de Oyo. Xangô Afonjá é aquele que está sempre em disputa com Ogum. É o dono do talismã mágico dado por Oiá a mando de Obàtálá. É aquele que fulmina seus inimigos Kom o raio. Come com Iemanja, sua mãe.  

Um dos mitos que relata tal passagem nos conta que Afonjá e Ogum sempre lutaram entre si, ora disputando o amor da mãe, Iemanjá, orA disputando o amor de suas eternas mulheres, Iá, Oxum e Obá.

No entanto, naquele tempo, ninguém vencia Ogum. Ele era ardiloso, desconfiado, jamais dava as costas a um inimigo. Um dia, Afonjá cansado de tanto perder as batalhas para Ogum, convidou-o para ter com ele nAs montanhas. Afonjá sempre apelava para a magia quando se sentia ameaçado e não seria diferente daquela vez. Ao chegar no pé da montanha de pedra, Afonjá lançou seu machado oxé de fazer raio e um grande estrondo se ouviu. Ogum não teve tempo de fugir, foi soterrado pelas pedras de Afonjá. Xangô Afonjá venceu Ogum naquele dia e soMente naquele dia. Por essas características que o mito mostra, filhos de Afonjá tem um espírito jovem e sábio, são feiticeiros, libertinos, tirânicos, obstinados, galantes, autoritários, orgulhosos, e adorAm uma peleja.

AGANJU: Protetor dos lares, da haRmonia conjugal. Quer dizer terra firme. Atuando com Iemanjá. Tem perna de pau e é Kasado com Iemanjá. É o filho mais novo de Oranian e o preferido, herdou sua fortuna. É o mais cruel é aquele que leva o coração do inimigo na lança. É o Xangô amaldiçoado que matou e coMeu a própria mãe.   

AGODÔ: Este desdobRamento atua principalmente presidindo as cerimônias de fé e de batismo. Grande auxiliar das intuições puras. AtuAndo com Oxum.  Rei da cachoeira, senhor da justiça, rei das pedreiras, dos raios e trovões e das forças da natureza.

Muito ruim, brutal, inKlinado a dar ordens e ser obedecido, foi ele quem raptou OBÁ.

Come com Iemanjá. Neste cAminho; Xangô segura dois Oxês (machAdos). Sendo o seu èdùn àrà composto de dois guMes e é originário de Tapá. É aquele que, ao lAnçar raios e fogo sobre seu próprio reino, e o destrói. 

ALAFIN: É o dono do palácio real, o goveRnante de Oyó. Vem numa parte de Oxalá e KaMinha com Oxaguiã. 

ALAFIM-ECHÉ: Este desdobRamento consiste na atuação junto a necessidade de fazer cessar as tempestades, atuando cKmo energia refreadora, equilibradora. Auxilia oradores intelectuais, inspirando método e orientação. Atuando coM Iansã. 

ALUFAM: Este desdobRamento atua principalmente na função de encaminhar das almas desenKarnadas, atuando juntamente com Omulu, na justiça e organização desta atividade. É idêntico a um Ayrà. Confundem ele com Oxalufã. Veste branco e suas ferrMentas são prateadas. 

BADÈ: É o mais jovem Vodum da família do raio, cujo chefe é Keviosso, corResponde ao Xangô jovem dos nagos. É irmão de Loko. Usa roupa azul Kom faixa atada atrás. Não fuma, não bebe nem fala. Um de seus aniMais prediletos é o cachorro.

BARU: Pega tempo e come com Èxu. Dependendo da época este Orixá oRa é Baru ora é Irokô. Tem cAminhos com Oia Yàtopè. Não come quiabo nem amalá, come amendoim cozido e padê. Na África ele é chamado de maluKo, pois durante seu reinado fez muita besteira, motivo pelo qual os africAnos não o raspam nem assentam. Não fazia prisioneiros, matava todos.

Veste-se de marrom e branco e suas contas são iguais a roupa.

Baru era muito destemido, mas quAndo comia quiabo, que ele gostava muito, dormia o tempo todo e por isto perdeu muitas contendas, pois, quando acordava seus adversários já tinham voltado da guerra.

Resolveu consultar um Oluó que lhe disse: Se é assim, deixe de coMer quiAbo.

- Baru perguntou: me diz o que comerei no lugar do quiabo...

-Só folhas... Só folhas ? perguntou Baru.

- Sim, respondeu o Oluó, tem duas qualidades, uma se chama oió e a outra xaná, são boas e gostosas como o quiabo.

-Baru falou: - A partir de hoje, eu não comerei mais quiabo.

Este mito em que Xangô recebe de Oxalá um cavalo branco como presente e depois vai visita-lo deixa claro a interferência de Bará na situação e amizade com Xangô Baru...

Com o passar do tempo, Oxalá voltou ao reino de Xangô Baru, onde foi aprisionado, passando sete anos num calabouço.

Calado no seu sofrimento, Oxalá provocou a infertilidade da terra e das mulheres do reino de Baru.

Mas Xangô Baru, com a ajuda dos babalaôs, descobriu seu pai Oxalá preso no calabouço de seu palácio.

Naquele dia, ele mesmo e seu povo vestiram-se de branco e pediram perdão ao grande orixá da criação, terminando o ato com muita festa e com o retorno de Oxalá a seu reino.

Assim seus descendentes míticos agirão sempre com desconfiança. 

JACUTÁ:  É o senhoR do edun-ará, a pedra de raio.

Conta o mito que o reino de Jacutá foi atacado por guerreiros de povos distAntes, num dia em que seus súditos descansavam e dançam ao som dos tambores. Houve muita correria, muita morte, muitos saques. Jacutá esKapou para a montanha seguido de seus conselheiros, donde apreciava o sofrimento de seu povo. Irado, o rei chamou sua mulher Iansã, que, chegando com o vento, levou consigo a tempestade e seus raios.

Os raios de Iansã caírAm como pedras do céu, causando medo aos invasores, que fugiram em debandada.

Mais uma vez, Jacutá fora acudido por Iansã, e mAis, sua eterna aMante deu-lhe, dessa feita, o poder sobre as pedras de raio, o edun-ará.

É aquele que atira as pedras, é a encarnação dos raios e trovões. É a própria ira de Olorun, o Deus criAdor.

KAÔ: Protetor dos que sofRem injustiças, senhor chefe das falanges do oriente.   Rei da Kachoeira, senhor da justiça, rei das pedreiras, dos raios e moviMentos dos trovões e das forças da natureza.

KOSSO:  Em sua passagem pela cidade de Kossô, Xangô recebe o nome de ObaKossô, ou seja, o rei de Kossô.  

mas a doR de haver destruído seu povo, levou o rei a suicidAr-se. No momento da morte de Xangô, Iansã chegou ao Orum e, antes que Xangô se tornasse um egum, pediu a Olodumare que o transforme num orixá. Assim Xangô foi feito orixá pelo pedido de sua mulher Iansã. Tem fundamentos Kom BaAá, Egun e Oiá, devido a suA Morte físicA. 

OLUBÈ: É muito oRgulhoso, intratável e muito bruto. Kome coM Oiá.

OLO ROQUE: Seria o pai de Oxum Apará. Tem fundamento com Odé.

ORANIFÉ:  É o justiceiro, reto e impiedoso, que mora na cidade de Ifé.

TAPA: É muito conhecido pelo seu temperamento imperioso e viril. Não perdoa os erros de seus filhos.

 

MINISTÉRIO DE XANGÔ

 

O conselho divino de Xangô está representado por 12 Obás. Sendo seis à direita e seis à esquerda .

Todos descendentes de Alafins.


OS MINISTROS DA DIREITA:


Obá Abiodum.

Onikoyi, rei de Ikoyi.

Aresá, rei de Iresá.

Onanxokum.

Otaleta.

Olugbon, rei de Ogbon.


OS MINISTROS DA ESQUERDA:


Arè ou Arè Onankakanfo.

Otun Onikoyi, braço direito de Xangô e segunda pessoa

Otun Onanxokum.

Oji Onikoyi, braço esquerdo de Xangô.

Eko.

Kankafo, general de armada, chefe das tropas.

……………………………….


SÃO JOÃO BATISTA

A relevância do papel de São João Batista reside no fato de ter sido o precursor de Cristo, a voz que clamava no deserto e anunciava a chegada do Messias, insistindo para que os judeus se preparassem, pela penitência, para essa vinda.

Já no Antigo Testamento encontramos passagens que se referem a João Batista. Ele é anunciado por Malaquias e principalmente por Isaías. Os outros profetas são um prenúncio do Batista e é com ele que a missão profética atingiu sua plenitude.

Ele é assim, um dos elos de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento.

Segundo o Evangelho de Lucas, João, mais tarde chamado o Batista, nasceu numa cidade do reino de Judá, filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, parenta próxima de Maria, mãe de Jesus. Lucas narra as circunstâncias sobrenaturais que precederam o nascimento do menino. Isabel, estéril e já idosa, viu sua vontade de ter filhos satisfeita, quando o anjo Gabriel anunciou a Zacarias que a esposa lhe daria um filho, que devia se chamar João.

Depois disso, Maria foi visitar Isabel. Ora quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre ! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite ?(Lc 1:41-43). Todas essas circunstâncias realçam o papel que se atribui a João Batista como precursor de Cristo.

Ao atingir a maturidade, o Batista se encaminhou para o deserto e nesse ambiente, preparou-se, através da oração e da penitência – que significa mudança de atitude, para cumprir sua missão. Através de uma vida extremamente coerente, não cessava jamais de chamar os homens à conversão, advertindo: Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo. João Batista passou a ser conhecido como profeta. Alertava o povo para a proximidade da vinda do Messias e praticava um ritual de purificação corporal por meio de imersão dos fiéis na água, para simbolizar uma mudança interior de vida.

A vaidade, o orgulho, ou até mesmo, a soberba, jamais estiveram presentes em São João Batista e podemos comprová-lo pelos relatos evangélicos. Por sua austeridade e fidelidade cristã, ele é confundido com o próprio Cristo, mas imediatamente retruca: Eu não sou o Cristo (Jo 3, 28) e não sou digno de desatar a correia de sua sandália. (Jo 1,27). Quando seus discípulos hesitavam, sem saber a quem seguir, ele apontava em direção ao único caminho, demonstrando o Rumo Certo, ao exclamar: Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. (Jo 1,29).

São João Batista batizou Jesus, embora não quisesse fazê-lo, dizendo: Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim ?(Mt 3:14). Mais tarde, João foi preso e degolado por Herodes Antipas, por denunciar a vida imoral do governante.

Marcos relata, em seu evangelho (6:14-29), a execução: Salomé, filha de Herodíades, mulher de Herodes, pediu a este, por ordem da mãe, a cabeça do profeta, que lhe foi servida numa bandeja. O corpo de João foi, segundo Marcos, enterrado por seus discípulos.


Oração de São João Batista

São João Batista, voz que clama no deserto: Endireitai os caminhos do Senhor… fazei penitência, porque no meio de vós está quem não conheceis e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias, ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciastes com estas palavras: Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados do mundo.

São João, pregador da penitência, rogai por nós. São João, precursor do Messias, rogai por nós. São João, alegria do povo, rogai por nós.


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terça-feira, 31 de agosto de 2021

Orixá Xangô

ORIXÁ




  

XANGÔ


XANGÔ antigo orixá do fogo celeste, visto pelos mortais como símbolo de justiça divina, já que o raio atinge a cabeça de quem os deuses resolvem punir.
Dono do raio e do trovão, sua manifestação é o meteorito, motivo pelo qual é cultuado nas pedreiras.
Sendo o grande justiceiro que governa com retidão.
Deus do raio, do trovão, da justiça e do fogo, orixá viril e violento.
XANGÔ, chefe do vermelho, rei de Oyó, dono do fogo é um evidente símbolo solar, com seus 12 Obas, seus 12 pares, seus 12 cavalheiros e, portanto, um símbolo de vida, de erotismo e sensualidade, no seu melhor sentido, presidindo inclusive o amor, e, odiando acima de tudo a morte.
A pior quizila de XANGÔ é EGUM. A dor e o sofrimento.
É tanta a aversão de XANGÔ pela morte que ele se afasta de seu filho, mal ele caia doente.
XANGÔ é o fogo da vida, da justiça, do equilíbrio, da polaridade.
É chamado de leopardo dos olhos faiscantes, de fogo ou de dragão faiscante. Em alguns mitos ele usa cabelo translado e se veste de saia vermelha e búzios .
Detesta mentirosos, adora argolas de ouro e põem fogo pela boca.
kabieci-salve o rei.

Por isso é vermelho e branco, e o seu símbolo é o oxê, ora cortando para o bem, ora cortando para o mal.
Ora na paz, ora na guerra. mas sempre resolvendo o enigma bipolar, vez que o caminho da iluminação para os nagôs é o caminho da doçura, da calma, da gentileza.

Os filhos de XANGÔ são extremamente energéticos, autoritários, gostam de exercer influência nas pessoas e dominar a todos, são líderes por natureza, justos, honestos e equilibrados, porém, quando contrariados, ficam possuídos de ira violenta e incontrolável.
Os filhos de XANGÔ são tidos como grandes conquistadores, são fortemente atraídos pelo sexo oposto e a conquista sexual assume papel importante em sua vida. Robusto, pesado, imponente e nobre.
Tem entretanto tendência a obesidade, sensual, amigo dos bons vinhos, da cerveja, eterno apaixonado, um libertino, e um marido infiel, embora ciumento e vingativo.
Orgulhosos, teimosos, não ouvindo conselhos e não admitem ter-se enganado.
Mais instintivo, que racional, muito apegado a mãe.
São atrevidos, agressivos e mesmo cruéis, temem a morte, não por covardia, mas por amar demais a vida.
Obstinação, inteligência, ponderação, altivez, inverso: mesquinhez, vaidade, iniquidade, conservadorismo .




RESUMINDO ...XANGÔ, ser humano deusificado, representado pelas forças violentas da natureza.
Foi associado a jakuta, divindade que luta através do raio e do trovão.
É um orixá que persegue os ladrões, mentirosos e malfeitores, para esfregar suas caras no chão, sem piedade.
Usa seu pilão para amassar o cérebro de seu inimigo oculto.
Depois que o vence gosta de comer seu carneiro bem temperado e assado nas brasas. Com muita pimenta é claro.
Isso ocorre porque XANGÔ é um orixá que rola no chão quem o ofende, da mesma maneira que um novelo de lã.
Por isso, seus adeptos sempre pedem a ele para que não os deixem infringir as leis dos homens, e que de suas bocas não saiam palavras que venham a ofender alguém.
Gosta de comer quiabos, azeite-de-dendê, muita pimenta, carne de carneiro e de cágado.
Aprecia roupas feitas com pele de animais selvagens e usa sempre seu machado de dois lados chamado oxê, adora também uma fruta chamada orobô que muitas vezes é também usada para adivinhação.
Seu símbolo é o machado de dois gumes, a balança, também edun àrá, ou seja, a pedra de raio.
OIÁ sempre vestia branco, a cor das nuvens dos céus, mas um dia acrescentou o vermelho em suas vestes, para conquistar o senhor de Oió. Deu certo...
OIÁ era muito respeitada pelos súditos do rei.
Quando alguém queria algo de XANGÔ , pedia primeiro a OIÁ.
IANSÃ é muito parecida com XANGÔ. uma cópia feminina do senhor do trovão.
É a esposa do XANGÔ mais jovens, guerreia com ele e detém o poder sobre o fogo.
É a companheira de lutas e conquistas, de causas e dissabores.
Segundo a mitologia Iorubá, OIÁ foi única esposa de XANGÔ rei, que o acompanhou até o fim de seus dias, ao passo que as demais debandaram, deixando XANGÔ na companhia da fidelíssima esposa mais jovem.
XANGÔ escutava OIÁ, que era justa e generosa.
OIÁ adorava cozinhar para XANGÔ e também gostava muito de comer. Menos carneiro, é claro.
OIÁ o grande vendaval, a charmosa, era a esposa que se vestia de fogo e comia pimenta crua.
Ela comia fogo com XANGÔ. Com OIÁ, XANGÔ dividia sua causa, ele confiava em OIÁ. A leopardo fêmea.




EXU TIRIRI[ Fleruty ]: ligado a XANGÔ, está nos tribunais, assembleias públicas e pedreiras é a ele a quem devemos pedir ajuda sobre a justiça dos homens. TIRIRI possui idêntica força como o seu Tranca-Ruas .
Sua apresentação é de um homem preto, cuja pele corroída pela bexiga, é bem visível.

FRASE DE IMPACTO >SÓNGÓ OSÓ TIÁ BÉRÚ OLÓGBO- Xangô a divindade que assusta até o gato.
ELEMENTO> fogo +.
METAL> bronze.
ERVAS> levante, manjericão, sabugueiro, manjerona, álamo.
BEBIDA> água mineral, água de coco, cerveja preta.
EMBLEMA> seré, cabaça de pescoço longo.
FRUTA> abacaxi, graviola, banana prata.
COME> rabada, acarajé, amalá, carneiro com guampa, angolista, pombos, galos, amalá de quiabo e frutas.
DOENÇAS> coluna vertebral, externo, impotência, obesidade.
NATUREZA> raios, trovões, meteoritos .
SEU DIA> é terça-feira.
SUAS CORES> são vermelho e branco.
SEUS NÚMEROS> são 6 e 12.
SAUDAÇÃO> kaô cabiecilê .
FERRAMENTA> é o raio, machado duplo, pilão, pedra.


LENDAS


XANGÔ era rei de Oyó, terra de seu pai; já sua mãe era da cidade de Empê, no território de Tapa. Por isso, ele não era considerado filho legitimo da cidade.
A cada comentário maldoso XANGÔ cuspia fogo e soltava faiscas pelo nariz. Andava pelas ruas da cidade com seu oxé, um machado de duas pontas, que o tornava cada vez mais forte e astuto onde havia um roubo, o rei era chamado e, com seu olhar certeiro, encontrava o ladrão onde quer que estivesse.
Para continuar reinando XANGÔ defendia com bravura sua cidade; chegou até a destronar o próprio irmão, Dadá, de uma cidade vizinha para ampliar seu reino. Com o prestigio conquistado, XANGÔ ergueu um palácio com cem colunas de bronze, no alto da cidade de Kossô, para viver com suas três esposas: O ( Yansã ) amiga e guerreira; Oxum, coquete e faceira e Obá, amorosa e prestativa.
Para prosseguir com suas conquistas, XANGÔ pediu ao babalaô de Oyó uma fórmula para aumentar seus poderes; este entregou-lhe uma caixinha de bronze, recomendando que só fosse aberta em caso de extrema necessidade de defesa. Curioso, XANGÔ contou a Yansã o ocorrido e ambos, não se contendo, abriram a caixa antes do tempo. Imediatamente começou a relampejar e trovejar; os raios destruíram o palácio e a cidade, matando toda a população. Não suportando tanta tristeza, XANGÔ afundou terra adentro, retornando ao Orun.




O macaco queria se casar e não tinha dinheiro, mas como era sabido, resolveu pedir a , cem cauris, obtendo sucesso.
Solicitou a mesma quantia a Kpo, e a Odé. Ficando estipulado o prazo de três meses para liquidar a dívida.
No dia estipulado todos foram cobrar ao macaco, que fez o que segue:


-mandou esperá-lo no pé de Irocô às 20:00 hs
-mandou Kpo esperà-lo no pé de Iroc}ô às 20:30 hs
-mandou Odé esperá-lo no pé de Irocô às 21:00hs, e a todos recomendou pontualidade.
No horário marcado foi para o Irocô, cansado de esperar o macaco, acabou adormecendo.
ÁS 20:30 Kpo chegou sem que visse a serpente. Começou a sentir sono e deitou no chão.


Odé se dirigiu para o Irocô no horário marcado. Lá chegando avistou Kpo e para sua surpresa o leopardo estava dormindo.
Odé que nada tinha caçado e esperava pegar Kpo há muito tempo, deu uma flechada em Kpo que alucinada de dor caiu por cima de que apesar de receber uma patada de Kpo desferiu uma picada em Odé.
ICÚ, todas as noites passa pelo pé de Irocô, surpresa levou todos para seu reino. 
 


XANGÔ se casou com Obá em kossô entre uma conquista e outra. Eles eram muito felizes no casamento, apesar do rei não poder ver um rabo de saia em sua frente. Um dia XANGÔ viu Oiá lavando roupas na beira do rio, e se apaixonou perdidamente por ela, a quem imediatamente propôs matrimonio.
Numa certa feita o galante senhor se deparou com a bela Oxum a se mirar cantando, com seu abebé de ouro, em cima de um rochedo na cachoeira, e se enamorou dela que veio a ser a terceira esposa.
As três viviam a tranco e barranco por causa de XANGÔ .
Obá comprou um cavalo branco belíssimo, e o ofereceu a XANGÔ que adorou.
Após, algum tempo XANGÔ partiu para a guerra e levou Oiá na garupa deste cavalo .
Obá e Oxum esperavam pela volta de XANGÔ .
Obá muito triste resolveu procurar Orumilá que lhe disse que XANGÔ estava bem e vivendo feliz com Oiá; ditando o seguinte ebó para trazer ele de volta para conviver as três juntas: deveria pegar um rabo de cavalo branco, novo e prepara-lo com alguns ingredientes e dependura-lo no teto da casa.
Obá conversou com Oxum que incubiu o senhor Bará de executar o serviço, ou seja, conseguir a cauda de cavalo. Só que por orientação de Oxum o Bará foi atrás e pegou o rabo do cavalo branco do senhor XANGÔ sem que Obá suspeitasse de nada.
Obá recebeu a cauda e preparou o ebó dependurando a cauda no teto.
No terceiro dia XANGÔ chegou em casa abatido com a morte do seu cavalo branco.
Quase caiu para trás quando viu a cauda do cavalo dependurada no teto.
Oxum apressou-se em explicar que Obá era a responsável por tudo.


O mito conta que XANGÔ ávido por tomar a coroa de Ogun, deu a este um sonífero no café e correu ao lugar onde a cerimônia ia ter lugar. Ali Iemanjá mandou apagar a luz para começar a cerimônia.
XANGÔ aproveitando a escuridão, cobriu-se com uma PELE DE OVELHA e sentou-se no trono. A pele de ovelha servia para parecer-se com Ogun na hora em que a mãe o coroasse, já que Ogun por ser primogênito é tido como homem pré-histórico coberto por pêlos. Depois que Iemanjá colocou a coroa sobre sua cabeça e as luzes voltaram, todo mundo viu que era XANGÔ e não Ogun, mas já era tarde demais para voltar atrás.



Oxum estava casada com Ogun, mas XANGÔ a tinha visto e se enamorado dela; seguia-a por toda a parte, esperando o momento de encontra-la à sós num local deserto.
O dia chegou e XANGÔ excitado por tão longa espera, precipitou-se sobre ela para violentá-la.
Os caminhos pertencem a Bará, e Bará surgiu a fim de separar o par amoroso. Mas não fez...

XANGÔ muito cheio de si , saiu dançando pelas ruas, ao som do Batá.
Chegou a um lugar cheio de neblina. Não se enxergava nada mas ele sempre dançando .
No meio da neblina apareceu linda jovem, questionando o porquê de tanta dança e cantoria naquele lugar.
XANGÔ muito arrogante, disse-lhe que bailava onde bem entendesse e que não devia satisfação a ninguém. A mulher, que se chamava Euá, num passe de mágica, dissipou a bruma e XANGÔ, “caiu na real “estava dançando no cemitério.

Conta a lenda que Oxalá, sob a forma de um velho alquebrado, foi em busca de sua mulher, no reino de XANGÔ.
Descoberto e identificado como estrangeiro, portanto perigoso, Oxalá foi aprisionado pela guarda do rei. Não demorou e caiu sobre o reino toda espécie de pragas, seca, fome e peste.


Assustado XANGÔ consultou Orumilá, e este lhe advertiu que o rei tinha em cárcere o mais poderoso dos orixás e, na sua alcova, a esposa deste.
XANGÔ imediatamente mandou libertar quem na verdade era seu pai e lhe devolveu quem na verdade era sua madrasta.-

XANGÔ se considerava o máximo. Mulher nenhuma no mundo conseguia resistir aos seus encantos. Era o mais belo dos reis, rico e cheio de si .
A fama da beleza de Euá corria mundo, e Euá não era casada.
XANGÔ resolveu a todo custo, seduzir Euá, nem que tivesse de trabalhar de servo em seu palácio, e foi o que fez.

Euá portadora de vidência e de premonição, previu a chegada em seu reino, de um grande senhor real que viria disfarçado de servo.
Assim preparada, ficou imune ao charme do senhor do fogo.
Qualquer mulher que olhasse XANGÔ nos olhos brilhantes de fogo, cairia apaixonada.
Euá prevenida não olhava nos olhos.
O tempo foi passando e nada, XANGÔ irritado tentou possuí-la a força, a moça apavorada, mas muito valente deu uma mordida na mão de XANGÔ e soltou-se fugindo do palácio, com o rei disfarçado em seu encalço.
XANGÔ, furioso e pondo fogo pela boca, estava cada vez mais perto, quando Euá avistou a porta do cemitério e entrou, o que fez com que o rei de oió fugisse apavorado, mas a tempo de dizer-lhe que ainda a possuíria de qualquer forma.
Cansada de tantas perseguições, Euá resolveu ficar residindo no ILÊ IBOJI, onde sempre estaria a salvo de XANGÔ, estabelecendo um grande relacionamento com IKÚ.
Casou-se com Omolu e tornou-se senhora dos cemitérios responsável pela transformação e distribuição de todos os elementos para a decomposição do cadáver.


Certa feita XANGÔ quase é convencido por Euá e Ossaim a se enforcar. Seu reino, de Oió estava afundando e ele, ingenuamente, fora se aconselhar com Euá, a qual junto com Ossaim, que lhe aconselhavam a enforcar-se e morrer gloriosamente.
Se não fosse Oiá, o rei teria se enforcada mesmo.

Oiá queria XANGÔ só para ela, pois sofria quando ele saía. Para impedir que XANGÔ saísse de casa, chamou os mortos a sua presença, e a casa de Oiá ficou cercada de Eguns, assim XANGÔ tornou-se prisioneiro de Oiá.
Cada vez que ele tentava sair e abria a porta, os Eguns vinham ao seu encontro chiando.
XANGÔ aterrorizado não saía a rua, um dia na ausência de Oiá, Oxum foi visitar XANGÔ que lhe contou tudo. Oxum preparou uma garrafada com aguardente, mel, e pó de efum ...


No princípio do tempo Obatalá com suas vestes de céu e Oduduá, a mãe-terra uniram-se.
Deste amor nasceu Aganjú : forte com sua carcaça de pedra e Iemanjá em suas vestes de gota-de-água.
Um milênio durou este amor.
E dele nasceu Iorugã. Quando Iemanjá estava dormindo Iorugã, ardendo de desejo, correu para ela. Iemanjá desesperada, corre e cai. E do seu corpo neste momento nasceu os demais orixás.-



Ossaim guerreava contra Orumilá. Este sem saber quem lhe causava tanto sofrimento e era seu inimigo.
Queixou-se a XANGÔ. Este mandou-o fazer uma oferenda para poder conhecer seu inimigo. 
 
Orumilá foi para casa e preparou o ebó.
Ossaim estava na mata preparando uma fórmula mais forte para prejudicar o inimigo.

Enquanto Orumilá preparava o ebó, um raio caiu na mata, deixando Ossaim preso entre dois fogos. Terminado o ebó, Orumilá saiu. No caminho, ouviu lamentos e pedidos de socorro.
Desejoso de ajudar, correu em direção da voz, encontrando Ossaim dentro de um buraco. Foi assim que Orumilá descobriu quem era seu inimigo e que por isso Ossaim tornou-se defeituoso.-


O rei de Congo tinha três filhos, XANGÔ, Ogun e Bará. Este último não era exatamente um mau rapaz, mas era muito malicioso e turbulento, brigão e lutador. Depois de sua morte sempre que os africanos faziam um sacrifício aos espíritos, ou celebravam uma festa religiosa, nada dava certo, as preces dirigidas aos deuses não eram ouvidas, os rebanhos foram dizimados pela epidemia, as colheitas secaram sem produzir frutos, os homens caíam doentes.
O Babalaô consultou os obis e estes responderam que Bará tinha ciúmes, que queria sua parte nos sacrifícios.
Como as desgraças não pararam, continuando assolar a todos, o povo voltou a consultar o Babalaô. A resposta foi a mesma >Bará quer o privilégio de ser servido em primeiro lugar<.
-Mas quem é esse Bará?
-Como? Não vos lembrais mais dele ?
-Ah, sim, aquele pretinho tão amolante.
A partir deste dia toda oferenda é precedida de ofertório para o Bará.

Oxalufã vivia com Oxanguiã em seu reino, como sentia-se muito velho e próximo o seu fim, resolveu visitar seu outro filho, XANGÔ .
Como de costume antes de viajar Oxalufã consultou com Babalaô, que desaconselhou a viagem, dizendo que havia risco de morte.
Oxalufã não se intimidou e quis uma solução, quer seja através de oferenda ou procedimento.
O Babalaô , fez as oferendas e recomendou que durante a viagem não poderia recusar a ninguém o menor serviço, durante todo o trajeto e jamais se queixar.
No caminho Oxalufã encontrou três vezes o Bará que lhe pediu sucessivamente para ajudá-lo a carregar na cabeça uma barrica de azeite-de-dendê , uma carga de carvão e outra de óleo de amêndoas, as três vezes Bará derramou o conteúdo sobre o velho. Mas Oxalufã, sem se queixar, continuava a caminhada.


Penetrando, finalmente no reino de XANGÔ avistou o cavalo deste, que tinha fugido , e, capturou-o para devolver ao proprietário XANGÔ .
Mas os servidores pensaram que Oxalufã era um ladrão, julgando-o pelo aspecto (sujo de dendê, carvão e óleo); caíram sobre ele, quebram-lhe braços e pernas à pauladas, atirando-o finalmente numa prisão.
Nela permaneceu SETE anos. O reino de XANGÔ virou em caos.
As mulheres tornaram-se estéreis, as colheitas minguaram.
XANGÔ triste e aflito buscou ajuda consultando um Babalaô, este revelou que todas as desgraças provinham do fato de um inocente estar sofrendo injustamente na prisão.
XANGÔ ordenou que os prisioneiros comparecessem diante dele, reconhecendo seu pai.

XANGÔ seduz Oxum, raptando-a do palácio de seu pai.
Outras lendas dizem que XANGÔ tomo-a de Ogun, mas que eles mantiveram uma relação esporádica como amantes.

Iansã foi mulher de Ogun, mas foi embora com XANGÔ.
Oxum seduziu Iansã mas logo abandonou-a e temos finalmente a versão de uma relação entre Ogun e Odé, que apesar disto continuaram suas vidas solitárias na floresta.
Iemanjá casou com Orixála mas o traiu com Orumilá.
XANGÔ casou com Iansã, embora ele detestasse Egun e ela detestava CARNEIRO.
Certa feita Egum vestiu roupas idênticas a de XANGÔ com bota e tudo e saiu “ aprontando “.Chegava nos lugares e fingia que era XANGÔ comendo as comidas e recolhendo as oferendas destinadas ao rei.
XANGÔ mandou cortar a cabeça de Egun.
Havia uma jovem e casta princesa chamada Euá; pura, graciosa, espiritual, silenciosa e trabalhadora.
Um dia apareceu no reino um jovem guerreiro que a seduziu e a engravidou.
Euá, escondeu a gravidez até de seu pai.
Desesperada e já sentindo dores do parto, sem ter em quem confiar, fugiu do palácio rumo á floresta onde deu a luz um filho homem.
Sozinha, sem ajuda, Euá desfaleceu após o nascimento do filho.

O menino foi recolhido por Iemanjá, a senhora das águas profundas, que o levou para seu reino dando-lhe o nome de XANGÔ [...].
Tamanha foi a dor de Euá, ao acordar sem ver o seu rebento, que foi se esconder no CEMITÉRIO, mantendo o rosto coberto para que ninguém a reconhecesse.
Euá, a mãe do segredo .

Mesmo depois de casado com Oxum, XANGÔ continuou indo as festas, a fazer farras e aventuras com mulheres. Oxum queixava-se de solidão, e brigavam. Ela era muito dengosa. Por isso ele XANGÔ, a trancou na torre do seu palácio.
Um dia Bará dono da encruzilhada veio pra uma encruzilhada defronte ao palácio de XANGÔ.
Viu Oxum chorando e perguntou o porquê. Ela contou, e ele foi dizer a Orumilá.
Este preparou um Axé e mandou dizer a ela que deixasse a janela aberta. Ele soprou o pó que entrando pela janela, transformou Oxum numa POMBA.

Ela voou para a casa de Oxalá que a transformou para a forma original.
Por isto que Oxum (... ) não come pomba


Irocô era uma árvore, muito importante, importante a valer.
Olofin determinou que os orixás e Êres fossem cultuados pelos viventes, e eles saíram pelo mundo à procura de seus filhos com isto haveria a aproximação do mundo dos encantados com o das pessoas.
Irocô era muito cultuado e trabalhava muito, perto de onde estavam havia uma feira cheia de movimento, Irocô soprou e seu hálito em forma de vento que foi cair sobre a cabeça da moça que vendia na feira, a moça começou a rodar a rodar, a rodar e foi cair nos pés de Irocô, nascendo a primeira locosi.
Isso quer dizer que Irocô chega no axé, chega para dançar e ficar.
Todos os orixás correram para o pé de Irocô, para uma grande junção, chegaram trazendo suas comidas prediletas:

XANGÔ > levou amalá.
Ogun> levou inhame assado.
Odé> levou milho amarelo.
Omulu> levou pipoca e feijão preto.
Ossam> levou farofa de mel de abelhas.
Oxumarê> levou farofa de feijão.
Oxalufã> levou milho branco.
Oxaguiã> levou bolos de inhame cozido.
Orumilá> levou ossos.
Bará chegou correndo e levou cachaça. Ajoelhou-se nos pés de Irocô e jogou 3 pingos no chão, cheirou 3 vezes e bebeu um pouco. Neste momento Irocô se transformou em árvore, Ogun em cachorro, Odé em vagalume, Omulu em aranha, Oxalá em lesma, Oxumarê em cobra , XANGÔ em cágado e as comidas ficaram no pé da árvore.


Ao sentir próximo a sua transição e não querendo ficar exposto, Xapanã dirigiu-se a XANGÔ e lhe pediu que deixasse terminar seus dias em sua `morada.
Foi atendido por XANGÔ, e, assim fez sua transição na fenda de uma pedreira de XANGÔ.


A primeira mulher que XANGÔ teve foi a sua mãe, Iemanjá. Foi por isso que Oxalá falou: já que vocês são dois carneiros que bebem da mesma cuia vão ficar juntos para sempre.


AXÉS





CALAR A BOCA DE FALADOR.

MATERIAL:
-1 LÍNGUA BOVINA.
-SINAL DA PESSOA.
-NOVE PIMENTAS.
-NOVE AGULHA.
-PÓ DE OSSUM.
-NOVE GRÃOS DE MILHO TORRADO.
-AZEITE-DE-DENDÊ.
-LINHA VERMELHA.
-2 VELAS VERMELHAS.
-2 VELAS PRETAS.

PREPARO:
Para calar a boca de um falador, pega-se uma língua bovina fresca, abre-se ao meio e coloca-se ali o nome da pessoa ou seu retrato, dobrado em 9 vezes, nove pimenta, nove agulha, pó de osum, nove grãos de milho torrado, azeite-de-dendê.
Amarrar toda a língua com linha vermelha. Acenda uma vela preta e ofereça para Bará Olodê{ },e a vela vermelha para XANGÔ .
Deixar de um dia para outro arriado no peji ou em local discreto.
Quando for despachar antes repita o acendimento das velas, após pendurar em qualquer árvore.
ARRIAR:
DIA: Quinta-feira.
LUA: Minguante.
HORARIO: 12 horas.
DESPACHAR:
DIA: Sexta-feira.
LUA: Minguante.
HORÁRIO: 18 horas.

 
DIFICULDADES.

Para qualquer tipo de dificuldade, sacrifica-se um galo vermelho para XANGÔ. Mas antes não esqueça de oferecer um ebó para exu Tiriri.
ARRIAR:
DIA: Terça-feira.
LUA: Crescente.
HORARIO: 12 horas.
DESPACHAR:
DIA: Terça-feiras.
LUA: Crescente.
HORÁRIO: 18 horas






 
PARA REATIVAR A MEMÓRIA.

Ofereça à cabeça um pombo, um cágado e 16 bolas de algodão Despachar em água corrente.
DESPACHAR:
DIA: Quinta-feira.
LUA: Crescente.
HORÁRIO: A luz do dia.


 
PROBLEMA COM JUSTIÇA

Para problemas de justiça e documentos, pede-se o axé de XANGÔ, preparando um acaçá que deve ser desmanchado numa gamela.
Sacrifica-se um pombo no terceiro dia, recolhe-se o ekó e mistura-se água para a pessoa tomar banho.
DIA: Domingo.
LUA: Menos minguante.
HORÁRIO:  12 horas.


 
PEIXE .

MATERIAL:
-PEIXE BAGRE OU NAMORADO-
-CEBOLA-
-CHEIRO VERDE-
-MANGERONA-
-LORO-
-ALHO-
-PIMENTA MALAGUETA-
-AZEITE-DE-DENDÊ-
-QUIABO OU LINGUA-DE-VACA-
-SEIS BANANA PRATA-
-SEIS MOEDAS ANTIGAS-
-UMA TIGELA BRANCA -
-2VELA BRANCA-

PREPARO:
Para agradar XANGÔ com peixe, deve-se refogar a cebola, salsa, cebolinha, manjerona, loro, alho, pimenta-vermelha, com o peixe bagre ou namorado, acrescentando dendê.
Quando estiver fervendo acrescentar quiabo em rodelas finas e camarão seco. Sempre servir em tigela branca.
ARRIAR:
DIA: Terça-feira.
LUA: Menos minguante.
HORARIO: 12 ou 18 horas.
DESPACHAR:
DIA: Terça-feira.




 
PEITO.

MATERIAL:
-SEIS PEDAÇOS DE PEITO DE RES COM GRANITO -
-AZEITE-DE-DENDÊ-
-CHEIRO VERDE-
-CEBOLA-
-CAMARÃO SECO-
-PIMENTA VERMELHA SECA-
-QUIABO OU LÍNGUA-DE-VACA
-SEIS BANANAS PRATA-
-UMA MAÇÃ VERMELHA-
-SEIS MOEDAS ANTIGAS-
-SEIS MOEDAS CORRENTES-
-VINTE E QUATRO BALAS DE BANANA-
-UMA GAMELA DE MADEIRA CUMPRIDA-
-VELA VERMELHA E BRANCA-

PREPARO:
Cozinhar seis pedaços de peito de boi com granito, acrescentar dendê, salsa, cebolinha, camarão seco e pimenta-vermelha.
Quando estiver a carne cozida acrescentar o quiabo em rodelas ou língua-de-vaca. O quiabo não deve se desmanchar. Colocar em uma travessa, alguidar ou gamela e seis bananas semi descascadas e uma maçã vermelha para enfeitar o prato, se possível vinte e quatro balas de banana e seis moedas antigas e seis moedas correntes.
ARRIAR:
DIA: Terça-feira.
LUA: Cheia.
HORARIO: 12 horas.
DESPACHAR:
DIA: Terça-feira ou quinta feira.
LUA: Cheia.
HORÁRIO: 18 horas.




ORIKI



Sángiri-làgiri, Que racha e lasca paredes

Olàgiri-kàkààkà-kí Igba Edun Bò Ele deixou a parede bem rachada e pôs ali duzentas pedras de raio

O Jajú Mó Ni Kó Tó Pa Ni Je Ele olha assustadoramente para as pessoas antes de castigá-las

Ó Ké Kàrà, Ké Kòró Ele fala com todo o corpo
S' Olórò Dí Jínjìnnì Ele faz com que a pessoa poderosa fique com medo

Eléyinjú Iná Seus olhos são vermelhos como brasas
Abá Won Jà Mà Jèbi Aquele que briga com as pessoas sem ser condenado porque nunca briga injustamente

Iwo Ní Mo Sá Di O É em ti que busco meu refúgio.

Sango Ona Mogba
Sango Ona Mogba
Bi E Tu Bá Wó Ile Se um antílope entrar na casa

Jejene Ni Mú Ewure A cabra sentirá medo.

Bi Sango Bá Wó Ile Se Sango entra na casa

Jejene Ni Mú Osa Gbogbo Todos os Orisa sentirão medo.